Sempre me fascinou a relação texto/música.Temas e fontes inesgotáveis para a criação artística, protestos, histórias alegres ou tristes... Muitas vezes a música vem, também em forma de poesia. Poesia feita de palavras, medida e ritmo. O ritmo é o núcleo da poesia. Os poetas verdadeiros são especialmente músicos de primeira ordem. A poesia da letra de música é uma escrita cadenciada, sonora... E sempre vale a pena ser apreciada. "Welcome/Bienvenue/Bienvenidos/Benvenuto/Irashaimasu”

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Canto de Ossanha - Baden Powell



O homem que diz "dou" não dá, porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai, porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é, porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "tô" não tá, porque ninguém tá quando quer
Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor

Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou

Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Amigo senhor, saravá, Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá, que muito vai se arrepender
Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer
Pergunte ao seu Orixá o amor só é bom se doer

Vai, vai, vai, vai, amar
Vai, vai, vai, sofrer
Vai, vai, vai, vai, chorar
Vai, vai, vai, dizer

Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um amor

Vai, vai, vai, vai, amar
Vai, vai, vai, sofrer
Vai, vai, vai, vai, chorar
Vai, vai, vai, dizer
VAI!

Composição: Baden Powell / Vinícius de Morais

“Canto de Ossanha, uma das interpretações que firmaram Elis Regina como a Diva da MPB.”

>> CIFRA

> MIDI VOICE
Interpetação >> Quarteto Em Cy

Abraços a quem passa por aqui!!!
Se passar me deixa um comentário, né??!! Rs rs rs ....

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Canto Das Três Raças - Clara Nunes



Ninguém ouviu um soluçar de dor
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro e de lá cantou.

Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.

E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.

E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador...
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor

(Mauro Duarte/Paulo César Ribeiro - 1976)

Canto Das Três Raças >> Mid voice

>> Clara Nunes

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Planeta Água - Guilherme Arantes



Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sêde da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gôtas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gôtas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planêta Água
Terra! Planêta Água
Terra! Planêta Água...(2x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planêta Água
Terra! Planêta Água
Terra! Planêta Água...(2x)

Composição: Guilherme Arantes

Planeta Água >> CIFRA

Planeta Água >> MID 1


Planeta Água >> MID 2


>> Guilherme Arantes

domingo, 4 de novembro de 2007

PRIMAVERA - Tim Maia



Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Eu (É primavera)
Te amo (É primavera)
Te amo, meu amor
Trago esta rosa (Para te dar)
Trago esta rosa (Para te dar)
Meu amor...

Hoje o céu está tão lindo (Vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo

Quando o inverno chegar...

Compositores: Cassiano (Genival Cassiano dos Santos) e Sílvio Rochael
Intérpretes: Sandra de Sá | Tim Maia

PRIMAVERA >> CIFRA 1

PRIMAVERA >> CIFRA 2

PRIMAVERA >> MID 1

PRIMAVERA >> MID 2

>> Tim Maia

sábado, 3 de novembro de 2007

Como é Grande o Meu Amor Por Você - Roberto Carlos



Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você

E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você

Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito

Me desespero em procurar
Alguma forma de lhe falar

Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nenhum segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você


Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Como é grande o meu amor por você >>CIFRA

Como é grande o meu amor por você >> MID

>> Roberto Carlos

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Bandolins – Oswaldo Montenegro



Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não, e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par, o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite está no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não, e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par, o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite está no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins

Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite tá no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

(Oswaldo Montenegro)

Bandolins >>CIFRA

Bandolins >> MID

>> Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tigresa - Caetano Veloso



Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin’ Days

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão

As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse não
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento

Tigresa >> MID

Clique na imagem para ampliar - CIFRA
>>

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ronda - Maria Bethânia



De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você não está
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, esta busca é inútil
Eu não desistia
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E neste dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João

(Composição: Paulo Vanzolini)

>> Ronda >> Maria Bethânia

RONDA >> instrumental

>> Cifra

sábado, 13 de outubro de 2007

1955 >> As Cem melhores músicas brasileiras



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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Catedral - Zélia Duncan

LVeja just linked the video, cool i hope more people see it, Zelia duncan is great on this song


O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só, nem pude ver
Que o tempo é maior
Tentei dizer, mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar
É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só, nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim, me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei vai ter que existir
Vai existir nosso lugar
Solidão, quem pode evitar?
Te encontro em fim
Meu coração é secular
Sonha desaba dentro de mim amanhã
Devagar me diz como voltar
Se eu disser que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser -"deixa pra depois"
Não foi sempre assim
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar

Em 1994, a WEA Warner lançou o CD “Zélia Duncan”, que incluía “Catedral” (versão). A letra é de Zélia Duncan, que fez a música baseada em Cathedral Song, um sucesso homônimo da alemã Tanita Tikaram.
O disco foi incluído, pela revista americana “Bilboard”, na lista dos dez melhores álbuns latinos de 1994 e a música “Nos Lençóis Desse Reggae” fez parte da trilha sonora do seriado “Confissões de Adolescente” e “Catedral” da novela global “A Próxima Vítima”.

Depois do mega sucesso de “Catedral”, o nome de Zélia Duncan estava definitivamente firmado no cenário musical.

cifra

clique em cima da imagem para ampliar

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu não existo sem você - Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Um poema do Vinicius, que é também a letra de uma linda canção da dupla Vinicius/Jobim e que eu adoro.

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Qua nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você

Autoria: Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Eu não existo sem você >> CIFRA

Música lançada em 1958, fez parte da trilha sonora do filme "Pista de grama" de Haroldo Costa, onde aparecem Tom ao piano, João Gilberto ao violão e a "Divina" Elizeth Cardoso cantando. Gravada também por Maysa em 1958 no seu LP "Convite para ouvir Maysa nº 3". Composição maravilhosa onde a letra de Vinícius e a música de Tom casam-se harmoniosamente.
"Eu não existo sem você" faz parte da série de músicas românticas dos anos 50, quando a refinada musicalidade de Tom Jobim e a letra de grande erudição de Vinícius marcaram muito essa época.

Manuscrito de Tom Jobim.

Manuscrito de Tom Jobim. Guia de orquestração para o maestro Leo Peracchi elaborar o arranjo de orquestra para o LP "Por toda minha vida", com a cantora Lenita Bruno, 1959.
No compasso 19 (o último da quarta pauta) Tom se esqueceu de escrever a cifra do acorde, um Ré maior: D7+ (ou Dmaj7).
Esta partitura inclui o lindíssimo interlúdio em Lá menor, só com a orquestra, que começa na sexta pauta. Depois, volta o canto.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Chega de Mágoa

Em 1985, um grande elenco da MPB gravou um disco com a música Chega de Mágoa.
Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Chico Buarque, Simone, Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Tim Maia, Tom Jobim, Nara Leao, Rita Lee, Elza Soares, Alcione, Martinho da Vila, Gonzaguinha, Nana Caymmi, Beth Carvalho, Djavan...

Campanha "NORDESTE JÁ" (1985)

Chega de Mágoa
Composição: Composição Coletiva

Nós não vamos nos dispersar
Juntos, é tão bom saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão...

Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
Chega, brinca na fonte
Desce do monte, vem como amiga

Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã

Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
Chama, tem que ter feira
Tem que ter festa, vamos pra vida

Te quero terra pra plantar, ah
Te quero verde
Te quero casa pra morar, ah
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã

Chega de mágoa
Chega de tanto penar

Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
Gente, olha essa gente
Olha essa gente, olha essa gente

Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada

Te quero terra pra plantar
Te quero verde, hum
Te quero casa pra morar
Te quero rede

Depois da chuva o Sol da manhã
Canto (eu canto) e o nosso canto (canto)
Joga no tempo (joga no tempo) uma semente (ye ye ye ye ye)
Gente (quero te ver crescer bonita)
Olha essa gente (quero te ver crescer feliz)
Olha essa gente (olha essa terra, olha essa gente)
Olha essa gente (Gente pra ser feliz, feliz)
Te quero água de beber (me dê um copo)
Um copo d’água
Marola mansa da maré (ye ye ye ye ye)
Mulher amada (mulher amada)
Te quero terra pra plantar (plantar)
Te quero verde (te quer verde)
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã
Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Ah!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda - Hyldon


Não estou disposto
A esquecer seu rosto
De vez
E acho que é tão normal
Dizem que sou louco
Por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê

Faixa-título do primeiro disco de Hyldon, a canção Na Rua, na Chuva, na Fazenda... (1975)

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda >> CIFRA

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda >> MID

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda >> MIDi voice

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda >> Partitura

>> Hyldon

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Força estranha


Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga.
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou.
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são.
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.
Eu vi muitos homens brigando. Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta,
é a coisa mais certa de todas as coisas.
Não vale um caminho sob o sol.
É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.
Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga.
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou.
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são.
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.
Eu vi muitos homens brigando. Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta,
é a coisa mais certa de todas as coisas.
Não vale um caminho sob o sol.
É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.

(Caetano Veloso)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Anjo


Se você vê estrelas demais
Lembre que um sonho não volta atrás
Chega perto e diz "Anjo"
Se você sente o corpo colar
Solte o seu medo bem devagar
Chega perto e diz "Anjo"
Bem mais perto e diz "Anjo"
Se uma coisa louca
Sai do seu olhar
Fique em silêncio
Deixa o amor entrar
Pra que tanta pressa de chegar
Se eu sei o jeito e o lugar
Se eu sei o jeito e o lugar

Roupa Nova

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Jota Quest - Amor Maior


Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito

Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu

Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
E preciso amar direito, um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro

Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu

Então seguirei meu coração até o fim pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim mesmo sem querer pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor
Pra saber se é amor, se é amor

Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu

terça-feira, 31 de julho de 2007

Teodomiro Alves Pereira e Modesto A. Ferreira - É a Ti Flor do Céu


É a Ti Flor do Céu
Esta modinha: "É a ti flor do céu", gerou, em 1969, uma "guerra" entre o Serro, Santa Luzia, Diamantina e Montes Claros, cada cidade desejando ser a sua "Terra Natal". Ganhou Diamantina, berço de Teodomiro Alves Pereira e Modesto A. Ferreira, seus autores. Na época, a "guerra" teve repercussão nacional, ajudando a imortalizar mais ainda esta melodia.


Modinha

Teodomiro Alves Pereira
Modesto A. Ferreira

É a ti flor do céu que me refiro
Neste trino de amor, nesta canção,
Vestal dos sonhos meus, por quem
Suspiro
E sinto palpitar meu coração.
Vestal dos sonhos meus, por quem
Suspiro
E sinto palpitar meu coração
Ó dias de risonhas primaveras,
Ó noites de luar que eu tanto amei,
Ó tardes de verão, ditosa era,
Em que junto de ti amor gozei.
Não te esqueças de mim, por piedade,
Um só dia, um só instante,
Um só momento.
Não me lembro de ti
Sem Ter saudade,
Nem me podes fugir
Do pensamento.
Quem me dera
Outra vez esse passado.
Essa era ditosa em que vivi.
Quantas vezes na lira debruçado,
Cantando em teu colo adormeci.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Rita Lee - Menino Bonito




Rita Lee - Menino Bonito

Lindo, e eu me sinto enfeitiçada
correndo perigo.
Seu olhar é simplesmente lindo,
mas também não diz mais nada
menino bonito.
E então quero olhar você,
depois ir embora.
Sem dizer o porquê.
Eu sou cigana
basta olhar pra você



>> CIFRA

sábado, 14 de julho de 2007

Ave Cruz - Céu

O lançamento do Cd "CéU", marcou o início da promissora carreira solo de uma jovem cantora e compositora brasileira de 24 anos: Maria do Céu.
Aí vai uma palhinha...

Esta jovem compositora e intérprete está no ponto de encontro das músicas urbanas atuais com o da tradição afro- brasileira. Um lugar privilegiado, onde o hip hop, o jazz e a música brasileira se encontram, onde as sonoridades eletrônicas se transformam simplesmente em ritmos regionais.

CD lançado pela Urban Jungle Records e Distribuido pela Warner

Ave Cruz - Céu


Ave Cruz vive crispim
Não tem dó de mim (4x)

Inda não ouvi terço
Inda não ouvi quinto
Das novelas de tv
O que há de ser?
Não há letreiro no final pra ver
No meu banheiro
Inda não está equipado
Não tenho jacuzi
Nem chuveiro a vapor
Meu Deus faça o favor
De retornar o recado

Ave Cruz vive crispim
Não tem dó de mim (4x)

Inda não ouvi terço
Inda não ouvi quinto
Das novelas de tv
O que há de ser?
Não há letreiro no final pra ver
O meu cabelo insiste
Em acordar despenteado
Inda não está equipado
Não tenho jacuzi
Nem chuveiro a vapor
Meu Deus faça o favor
De retornar o recado

Ave Cruz vive crispim
Não tem dó de mim (4x)


"CéU amplia o horizonte da nova e moderna MPB."
Folha de São Paulo - 17/11/05