Sempre me fascinou a relação texto/música.Temas e fontes inesgotáveis para a criação artística, protestos, histórias alegres ou tristes... Muitas vezes a música vem, também em forma de poesia. Poesia feita de palavras, medida e ritmo. O ritmo é o núcleo da poesia. Os poetas verdadeiros são especialmente músicos de primeira ordem. A poesia da letra de música é uma escrita cadenciada, sonora... E sempre vale a pena ser apreciada. "Welcome/Bienvenue/Bienvenidos/Benvenuto/Irashaimasu”

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Playlist/DVD



Acústico MTV Vol.1


Acústico MTV Vol.2


Aviões do Forró


Humberto & Ronaldo - Romance


Jorge & Mateus-Elétrico


Kid Abelha-Acústico MTV


Legião Urbana


Luan Santana


Marcos & Belutti- Sem Me Controlar


Michel Teló


Raimundos - MTV


Raul Seixas


Roupa Nova-30 Anos

sábado, 5 de julho de 2008

Trem das Sete - Raul Seixas



Trem das Sete - Raul Seixas

Ói, ói o trem
Vem surgindo detrás das montanhas azuis
Olhe o trem
Ói, ói o trem
Vem trazendo de longe as cinzas do Velho Aeon
Ói, já e vem
Fumegando, apitando e chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem
Não precisa passagem, nem mesmo bagagem no trem
Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando
Tá chegando na estação
É o trem das 7 horas
É o último do sertão
Ói, olhe o céu
Já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu
É um céu carregado e rajado, suspenso no ar
Vê, é o sinalO sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus
Deslizando no céu entre brumas de mil megatões
Ói, ói o Mal
Vem de braços e abraços com o Bem
Num romance astral
Amém

(Raul Seixas - 1974)

>> Cifra


>> Mid

>> Midi voice >> Raul Seixas

O "TREM DAS SETE" nada mais seria que a própria morte
. "Fumegando, apitando e chamando os que sabem do trem " .

Os momentos de agonia que precedem a morte são representados pelo barulho estrondoso e a fumaça produzida pelo trem que alerta os já morimbundo e não exige preparação nenhuma para ela (passagem e nem bagagem)"Não precisa passagem, nem mesmo bagagem no trem ".

"Quem vai chorar, quem vai sorrir?
Quem vai ficar, quem vai partir?
Pois o trem está chegando "

A dor da morte para os que ficam a alegria para os que vão.

"Tá chegando na estação
É o trem das 7 horas
É o último do sertão "

A estação seria qualquer lugar onde alguém possa se encontrar com a morte e quem perder esse trem viverá até a próxima vinda do trem.

"Ói, olhe o céu
Já não é o mesmo céu que você conheceu, não
é mais
Vê, ói que céu
É um céu carregado e rajado, suspenso no ar "

O céu agora pra quem morre não será mais visto de baixo pra cima mas no mesmo nível e com detalhes, detalhes esses que seriam o pré-juizo final.

"Vê, é o sinal
O sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões

Ói, lá vem Deus
Deslizando no céu entre brumas de mil megatões
Ói, ói o Mal
Vem de braços e abraços com o Bem
Num romance astral
Amém."

A imagem do juizo final e a união de Deus e do demônio para julgar e conquistar as almas. Na opinião de Raul o bem e o mal (Deus e o demônio) seriam os dois lados da mesma moeda revelando isso com um bem sucedido "romance astral".

Fonte: mundoesquisito.forumvila.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Gita - Raul Seixas/Marcelo Nova



“Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando”,
“Foi justamente num sonho que ele me falou”

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado

Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar

Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou eu fui eu vou

Gita

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada

Por que você me pergunta
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água, do ar

Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor

Eu sou a dona de casa
Nos pegues pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo

Gita

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai, o avô
O filho que ainda não veio,
O início, o fim, e o meio
O início, o fim, e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio

Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

Gita >> midi voice

>> Raul Seixas

CIFRA

Intro: E



D                                       A

"Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando,

E


foi justamente num sonho que ele me falou"



   E               F#m

Às vezes você me pergunta

        B7                 E

Por que é que eu sou tão calado

    G#7               C#m


Não falo de amor quase nada

    F#7                  B7

Nem fico sorrindo ao teu lado



C                    B7

Você pensa em mim toda hora

   C                  B7


Me come, me cospe, me deixa

    C             B7

Talvez você não entenda

    C                   B7

Mas hoje eu vou lhe mostrar



    A               E


Eu sou a luz das estrelas

    A             E

Eu sou a cor do luar

    A               E

Eu sou as coisas da vida

    D              E

Eu sou o medo de amar




    A             E

Eu sou o medo do fraco

   A               E

A força da imaginação

   A            E


O blefe do jogador

    D       A       E

Eu sou, eu fui, eu vou



Gitâ gitâ gitâ gitâ gitâ



    A             E

Eu sou o seu sacrifício


   A               E

A placa de contra-mão

   A                    E

O sangue no olhar do vampiro

     D              E

E as juras de maldição




    A               E

Eu sou a vela que acende

    A               E

Eu sou a luz que se apaga

    A               E


Eu sou a beira do abismo

    D    A        E

Eu sou o tudo e o nada



                   F#m

Por que você me pergunta

   B7                     E


Perguntas não vão lhe mostrar

    G#7             C#m

Que eu sou feito da terra

   F#7               B7

Do fogo, da água e do ar



C              B7


Você me tem todo dia

        C                 B7

Mas não sabe se é bom ou ruim

     C                      B7

Mas saiba que eu estou em você

      C              B7


Mas você não está em mim



    A                  E

Das telhas eu sou o telhado

   A             E

A pesca do pescador

   A              E


A letra A tem meu nome

    D                 E

Dos sonhos eu sou o amor



    A            E

Eu sou a dona de casa


    A               E

Nos pegue-pagues do mundo

    A               E

Eu sou a mão do carrasco

    D      A        E


Sou raso, largo, profundo



Gitâ gitâ gitâ gitâ gitâ



    A             E

Eu sou a mosca da sopa

     A            E

E o dente do tubarão


    A              E

Eu sou os olhos do cego

       D           E

E a cegueira da visão



        A               E


Mas eu sou o amargo da língua

   A              E

A mãe, o pai e o avô

A                    E

O filho que ainda não veio

   D        A       E


O início, o fim e o meio (2x)

          D        A       E

Eu sou o início, o fim e o meio (2x)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Asa Branca - Luiz Gonzaga



Quando oei a terra ardendo
Quá foguera de São João
{ Eu preguntei(ei) a Deus do céu, ai
Pru que tamanha judiação?}[bis]

Qui brazero, qui fornaia
Nem um pé de prantação
{ Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão}[bis]

Inté mesmo asa branca
Bateu asa do sertão
{ Entonce eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração}[bis]

Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
{ Espero a chuva cai de novo
Prá mim vortá pró meu sertão}[bis]

Quando o verde dos teus oios
Se espaia na prantação
{ Eu te asseguro, num chore não, viu,
Que eu vortarei, viu, meu coração.}[bis]

Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira


>> Asa Branca >> Luiz Gonzaga


Asa Branca >> PLAYBACK (clássico)


Asa Branca >>CIFRA

Partitura -> Flauta doce soprano

Partitura -> Teclado

>> Luiz Gonzaga -> BIOGRAFIA

Asa Branca é uma canção de autoria da dupla Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, já na primeira parceria, composta em 03 de março de 1947. Foi cantada por Luis Gonzaga e posteriormente por vários artistas (Fagner, Caetano Veloso) etc. Virou o maior clássico da música nordestina com mais de 500 regravações no Brasil e no mundo.
O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro que é muito intensa, a ponto de fazer migrar até mesmo a ave asa-branca (columba picazuro, uma espécie de pombo). A seca obriga, também, um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor.
Há uma continuação de Asa Branca, intitulada A Volta da Asa Branca, que trata do retorno do retirante e de sua nova vida no Nordeste.

>> A Volta da Asa Branca >> Luiz Gonzaga



=> White Wings – Raul Seixas

When i stare the ground of
My land
Burning loose as dancing flames
I asked man there upon
The heavens
If i deserve me this kind of pain
I asked the man there upon
The heavens
If i deserve me this kind of pain
Everywhere the ground is so dry
There's no trees, no green, just red
I lost my cattle, my apaloosa
For lack of water some took away
I lost my cattle, my apaloosa
For lack of water some took away
Even white winged birds flew away
Flew away from my land sight
It was when i said goodbye
Sweet rosie
Keep in to your heart, this heart
Of mine
It was when i said goodbye
Sweet rosie
Keep in to your heart, this heart
Of mine
Many thousands miles away, now
Feeling lonely, lost and blue
I keep on waiting rain falls again there
So i'll be back thou home again
I keep on waiting rain falls again there
So i'll be back thou home again
When the glow green of your eyes
Flows again all over land
I can asure you, so don't
You cry, no
'cause i'll be back, see
To you again!!
I can asure you, so don't
You cry, no
'cause i'll be back, see
To you again!!

=> versão de Raul Seixas



White Wings >>CIFRA

White Wings é uma versão, em inglês, da canção brasileira Asa Branca. Foram gravadas pelo cantor grego Demis Roussos e pelo cantor brasileiro Raul Seixas (White Wings – Raul Seixas), mas as letras são diferentes.
Existe também a canção homônima de Lesley Nelson-Burns, de 1912 - do compositor Banks Winter, mas que não é uma versão da canção brasileira: nessa música, "white wings" (asas brancas) refere-se às velas de um navio que está levando de volta um feliz rapaz para a sua amada.

Demis Roussos gravou uma versão de Asa Branca do saudoso Rei do Baião em seu albúm: Souvenirs (1975) - Philips in yugoslavia - LP 5891.


=> Demis Roussos - White Wings (Asa Branca)

There's A Land I Can Show You
Far Beyond The Rainbow's End
Close Your Eyes And
I Will Surely Guide You
Stay Close Beside Me
Let Me Hold Your Hand

There's A Land I Can Show You
Far Beyond The Hills You'll See
Close Your Eyes And
I Will Surely Guide You
Over The Mountains
And The Deep Blue Sea

(Reach Out And Touch, The One That You Love)

There's A Land I Can Show You
Where The Peaceful Waters Flow
Close Your Eyes And
I Will Surely Guide You
Across The Cold Winds
To A Love That Grows

Close Your Eyes And
I Will Surely Guide You
Stay Close Beside Me
Let Me Hold Your Hand

There's A Land I Can Show You
Far Beyond The Rainbow's End

Close Your Eyes And
I Will Surely Guide You
Stay Close Beside Me
Let Me Hold Your Hand

=> versão de R. Costandinos


Show de Demis Roussos dia 11-10-2005 em Curitiba PR, Brasil aqui em especial cantando Asa Branca